História enviada por Danielli sobre sua cadelinha paraplégica Nina.

Encontrei a Nina abandonada na rua, ainda era filhote. Abandonaram ela e a irmãzinha dela. Como não podia ficar com as duas, entreguei a outra cachorrinha para a moça que trabalhava com a minha mãe e fiquei com a Nina pra mim. Ela gostava muito de correr e pular. Minha família a chamava de “cabritinha” porque ela gostava de pular no mato. Pense em uma cachorra ativa. Era Nina.

Em julho de 2015 cheguei em casa e me deparei com ela cambaleando, não conseguia andar direito. Levei ao veterinário que fez uma injeção e disse que no dia seguinte ela estaria andando normal. Não foi o que aconteceu. No dia seguinte ela já andava se rastejando. Foi um choque para nós! Fomos a outro veterinário que fez raio x da coluna e constatou uma hérnia de disco muito grave, que não haveria reparo nem com cirurgia. < Nota de MeuPetEspecial: Fizemos uma matéria especial sobre hérnia de disco. Tire suas dúvidas!>

Nina foi diagnosticada com hérnia grave irreversível

Nina foi diagnosticada com hérnia grave irreversível

Mesmo assim quis que fosse feita a cirurgia nela pois eu tinha esperança de que ela voltaria a andar. Logo depois da cirurgia começamos com acupuntura e fisioterapia. Fez isso por 3 meses e depois o veterinário nos avisou de que ela nunca mais voltaria a andar novamente.

Como lidar com essa nova realidade irreversível de Nina, tão ativa antes da hérnia?

Como lidar com essa nova realidade irreversível de Nina, tão ativa antes da hérnia?

Não desistimos. Resolvemos fazer a cadeirinha de rodas pra ela. Foi aí que, tanto ela como eu, ficamos livres novamente. Ver ela correndo novamente me emocionava muito, e ainda me emociono. Porque foram meses de muito sofrimento pra mim e pra Nina. Ela sentia dores e teve várias infecções de urina pois eu não sabia como lidar com a paralisia dela. < Nota de MeuPetEspecial: Fizemos uma matéria especial sobre esvaziamento de bexiga de animais paraplégicos e outra sobre o risco das infecções urinárias. Veja! >

Nina de rodinhas voltou a ser brincalhona e independente.

Nina de rodinhas voltou a ser brincalhona e independente.

A Nina fica com um cone de plástico no pescoço quando não está na cadeirinha de rodas pois ela já comeu a própria barriguinha duas vezes por não sentir. Então achamos melhor deixar ela de cone para que ela não se machuque novamente correndo o risco de morrer esgotada como o veterinário dela me disse. < Nota de MeuPetEspecial: Muitos animais paraplégicos ou machucados tem a tendência a automutilação, que deve ser evitada e tratada!>

A Nina além de especial fisicamente ela também é especial por ser uma guerreira. Conseguiu passar por tudo e se adaptou super bem a cadeirinha. Hoje ela é paraplégica mas continua se divertindo mesmo assim. Já faz mais de um ano que tudo aconteceu e percebo que todas as tristezas hoje são alegrias de ver ela tão feliz e livre em sua cadeirinha.

Carinho de uma cachorra especial. Especial não pela paraplegia. Especial por ser única.

Carinho de uma cachorra especial. Especial não pela paraplegia. Especial por ser única.

Meu dia a dia com ela é muito bom. A gente dá carinho uma pra outra, levo ela pra passear na rua todos os dias e ela é a atração do bairro por sair correndo em sua cadeirinha. A brincadeira que ela mais gosta é de correr atrás da bolinha. Fizemos uma fanpage pra que acompanhem a história dela.

Nina faz parte de mim. Fizemos uma fanpage pra ela: Nina de Rodinhas.

Nina faz parte de mim. Fizemos uma fanpage pra ela: Nina de Rodinhas.

Olha a Nina que, mesmo sem cadeirinha, mostra ser ágil, brincalhona e esperta. A deficiência está nos olhos de quem vê apenas!