A vigilância sanitária alerta para a epidemia de esporotricose no rio de janeiro e curitiba. A doença tem prevenção e tratamento! Não precisa eutanasiar dependendo do caso! Leia esse guia a respeito!

Nos seis primeiros meses de 2016 o rio de janeiro notificou 824 casos de gatos com esporotricose. O número real é muito maior pois a maioria não é notificado! A doença é causada pelo fungo Sporothrix schenckii, sendo uma micose que afeta animais (principalmente gatos) e humanos.

 

Como se pega?

O fungo pode ser encontrado no ambiente como terra, jardins e matas e também em ambientes de pouca higiene como locais com lixo e esgoto. O fungo precisa de umidade e calor para se manter. O Brasil, país tropical, é ideal, né? 

Tendo uma lesão na pele, o animal se contaminará com o fungo. Pode desenvolver sintomas ou não! Ou seja, ele pode transmitir para outros animais e não ter sintomas. Como as brigas entre cães ou gatos são comuns, basta que um dos animais envolvidos tenha tido contato com o fungo para passá-lo para outro bicho sadio – já que esse material contaminado pode ficar alojado debaixo das suas unhas, por exemplo; sendo transportado para o pet sadio que toma uma arranhada do animal transmissor.

 

Quem pode ter esporotricose?

Os gatos são os que mais sofrem com a doença, principalmente machos e jovens. 84% ocorre até os 48 meses (4 anos) de vida. Mas também pode afetar cachorros, cavalos, animais silvestres e HUMANOS.

 

Sintomas

Os mais comuns são lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas geralmente com pus. Geralmente as lesões (que pode ser apenas uma!) são na região da cabeça, mas também na região torácica, mucosas ou até em vias respiratórias. Essas lesões não cicatrizam e pioram rapidamente.

Na maioria dos casos, as feridas da doença não causam dor ou coceira e não é possível eliminá-las por meio de remédios convencionais que utilizamos para feridinhas normais: pomadas ou antibióticos, por exemplo.

Uma pequena lesão, principalmente na face ou membros, investigue! Estamos em epidemia em diversas cidades brasileiras!

Uma pequena lesão, principalmente na face ou membros, investigue! Estamos em epidemia em diversas cidades brasileiras!

Nos casos mais graves é possível notar uma série de outros sintomas além das lesões na pele como febre, apatia e perda de apetite. Ainda em quadros mais desenvolvidos – e que já se disseminaram para os pulmões do acometido – pode haver a ocorrência de tosse com catarro, espirros, fadiga extrema, dificuldade em respirar e até a saída de sangue pelas vias respiratórias do animal.

Não vamos colocar imagens de casos 
muito graves e chocantes, 
por respeito aos nossos leitores. 
Caso deseje,
uma rápida pesquisa
na internet trará imagens assim.

Diagnóstico

O diagnóstico nem sempre é rápido e fácil pois as lesões são facilmente confundidas com outras doenças como leishmaniose e herpes, por exemplo. E quanto mais tempo para o diagnóstico correto, mais tarde será o tratamento, menos eficaz. O diagnóstico se dá por avaliação da rotina e episódios suspeitos do animal (ou humano), exame de sangue, biópsia e análise de material coletado ao microscópio.

 

Tratamento

Como dito, quanto mais tarde o diagnóstico, menos eficaz é o tratamento. Há vários medicamentos bastantes eficazes para a esporotricose, mesmo assim, a doença é bastante letal. Nos casos em que a infecção ainda é relativamente recente o tratamento da doença pode ser eficaz – embora seja lento. Na maioria das vezes, antifúngicos são os medicamentos usados para curar a esporotricose; sendo administrados de forma oral ou injetável no animal, além de suplementos e vitaminas também podem ser receitados em conjunto.

A eutanásia geralmente é aconselhada pelos veterinários quando há o diagnóstico de esporotricose. Mas nem sempre é necessária. Cabe ao tutor avaliar, junto com o veterinário, o caso do seu pet e tomar a decisão. Então vamos aqui aconselhar para caso você escolha por não eutanasiar. Afinal, você não eutanasiaria seu filho doente, né? Por que, então, seu gato ou cachorro? Não queremos aqui influenciar na sua decisão. Queremos, sim, mostrar que é uma ESCOLHA, e não a única alternativa, como muitos veterinários dizem (até mesmo por falta de informação e condições de tratamento). Sabemos que o tratamento é difícil (e seguem dicas para ele a seguir!) e muitas vezes ineficaz. A ESCOLHA deve ser tomada avaliando prós e contras de cada alternativa, e não da única alternativa.

Há diversos relatos de êxito na internet. Como esse (e sua referida fonte). Você tem um caso? Envie pra gente!

Há diversos relatos de êxito na internet. Como esse (e sua referida fonte). Você tem um caso? Envie pra gente!

 

Cuidados para os TRATADORES de doentes por esporotricose

Por ser uma zoonose (doença de animais transmitidas para seres humanos), a esporotricose é uma patologia que requer alguns cuidados especiais por parte dos tutores dos pets doentes – para que seja evitada a contaminação deles próprios e, ainda, de outros animais.

  • O local habitado pelo animal deve ser desinfetado sempre com hipoclorito de sódio (em concentração determinada pelo veterinário). A limpeza deve ocorrer SEMPRE!
  • O animal doente deve ser isolado de outros animais saudáveis.
  • Após o contato com o animal, o tutor deve realizar uma RIGOROSA assepsia. O que não exclui o fato que devem ser utilizadas luvas descartáveis!
  • O tratamento do animal jamais pode ser interrompido sem o conhecimento e a recomendação do veterinário!
  • Em caso de falecimento do animal, não se pode enterrá-lo em qualquer lugar pois contaminará o solo e contribuirá para a disseminação da doença. O mais indicado é que o animal seja cremado.

Seja rigoroso com horários dos medicamentos e com o tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances do seu animalzinho.