Essa história é um alerta e um desabafo. Seu cachorro foi diagnosticado com diabetes e ela não foi orientada adequadamente para os cuidados diários. Após um ano pós-diagnóstico, teve um pico hipoglicêmico, novamente não foi tratado adequadamente… e veio a falecer. Falta de informação mata!

Relato de Andreia Torres sobre Dartagnha:

Resolvi escrever a história do Dartagnha, meu cachorro já falecido, para ajudar pessoas que passam pelo mesmo problema que eu tive: controlar a diabetes em animais. Informação é tudo, e certamente se tivesse um pouco mais de conhecimento sobre a doença a nossa história poderia ser um pouco diferente.
Dartagnha era um Darchshund obeso, não se exercitava muito, mesmo com nossos diversos esforços para tentar fazê-lo emagrecer. Ele saia para a rua mas em pouco tempo queria parar para descansar.

Dartagnha (caramelo) ainda jovem, com seus colegas em casa.

Dartagnha (caramelo) ainda jovem, com seus colegas em casa.

Até que percebi que ele estava muito magro, bebendo mais água que o normal, e sua urina tinha cheiro forte. Então levei ao veterinário que através de um exame de sangue diagnosticou a diabetes.
Ele disse que a obesidade pode ter influenciado no aparecimento da diabetes e que, com os cuidados necessários o Dartagnha poderia viver bem com a doença.

Toda a rotina mudou: a ração dele foi trocada para uma própria para cachorros diabéticos, passou a comer 3x por dia (antes comia 2x), e precisava receber injeções de insulina 2x ao dia. As injeções eram bem fáceis de administrar. Ele nunca sentiu dor pois a agulha é bem fina e é injetada na pele, ou seja, não pega no músculo, foi fácil adaptar a rotina nova. Todos em casa sabiam cuidar dele, então nos revesávamos quando alguém não podia dar injeção.

Mesmo com o diagnóstico, nos adaptamos para cuidar do Dartagnha e ele viveu bem!

Mesmo com o diagnóstico, nos adaptamos para cuidar do Dartagnha e ele viveu bem!

Ele viveu 1 ano nesta rotina, ganhou um pouco de peso e muita disposição. Até minha outra cachorra entrar no cio… Ele estava tão apaixonado, que passou a comer quase nada. Pouco depois notamos ele fraco, mas continuamos a administrar a insulina diariamente (como recomendado). Até que um dia ele estava tão fraco que nem se aguentava de pé.

Como ele não estava se alimentando bem, seu índice glicêmico abaixou muito, levando a um quadro de hipoglicemia, o que é praticamente o quadro inverso da diabetes, baixo teor glicêmico. Levei para o veterinário e lá ele ficou por 2 dias recebendo soro. Voltou para casa quase do mesmo jeito que foi para a clínica. No mesmo dia a noite, vi que ele ainda estava muito debilitado então resolvi levar para outra clínica, lá eles deram soro com glicose para tentar restabelecer o nível glicêmico. Um amigo me indicou uma veterinária endócrino, mas infelizmente já era tarde, quando ela chegou na clínica ele havia acabado de falecer. Seu índice glicêmico foi controlado na clínica anterior, mas ele já estava tão fraco que não resistiu.

Dartagnha fraquinho e não sabíamos por quê. Se o veterinário tivesse orientado melhor, essa história poderia ser diferente.

Dartagnha fraquinho e não sabíamos por quê. Se o veterinário tivesse orientado melhor, essa história poderia ser diferente.

Tudo isso poderia ser um pouco diferente se o primeiro veterinário tivesse nos indicado usar aquele famoso aparelho de medir glicose, que se acha em qualquer farmácia. Infelizmente, quando eu perguntei se podia usar isso nele, o veterinário disse que esse aparelho não serve para animais, o que não é verdade. Hoje eu sei que quem tem um pet diabético em casa precisa ter este aparelho. A medição pode ser feita pela orelha ou pela almofada da pata, o que muda entre os humanos e os pets são os índices, cada animal tem um.

Aprendi uma lição com tudo isso, sempre que um pet tiver uma doença mais grave, ou algo muito específico, devemos procurar um especialista, assim como os médicos, os veterinários tem especialidades, uns são ortopedistas, outros onco, oftalmo, endócrino, etc. Quanto antes receber um diagnóstico correto maior será a chance de dar uma vida com qualidade para seu pet.

Já fizemos um alerta sobre diabetes
em animais. Veja a matéria toda e tire
suas dúvidas.
Uma das primeiras matérias de Meu Pet Especial
foi um relato de uma tutora de cachorra diabética.
Relembre!