FRIDA, DE SOFRIDA, NEGA SEU NOME E MESMO PARAPLÉGICA É MUITO FELIZ. EMOCIONE-SE!

Relato de Gisele Gomes sobre Frida, a cadelinha abandonada filhote que depois de adulta foi atropelada e ficou paraplégica… mas não perdeu a felicidade no olhar!

No dia 24/08/2015, minha amiga e eu estávamos indo ao mercado e ouvimos um chorinho bem desesperado. Fomos seguindo até o barulhinho até que nos deparamos com uma pequena princesa dentro de uma gaiola em um pet shop, que havia acabado de ser abandonada. Uma princesa que mal conseguia se manter de pé porque suas patinhas tão pequeninha afundavam entre o vão do piso da gaiola. Uma princesa com pelos preto e branco e um olhinho de cada cor (azul e castanho claro). Ver aqueles olhinhos de choro e sofrido, não pensamos 2 vezes e a trouxemos pra casa e decidimos a chamar de Frida. Frida, que lembra sofrida.

Filhotinha abandonada. Como pode???
Frida hoje, adulta, não abandona sua caminha comprada no dia que a achamos abandonada no pet shop, seu xodó. Ela sabe o que é ser abandonada…

Frida cresceu feliz e saudável. Sempre gostou de correr pela praia, fazer passeios, brincar…. Mas infelizmente, no dia 18/02/2016 uma fatalidade fez jus novamente ao nome da Frida, sofrida. Como era uma noite muito quente resolvemos sentar no portão de casa e Frida estava brincando de pular com um menino na calçada e sua guia arrebentou. Frida achou que pudesse correr, pois estava solta e nunca a soltavámos na rua. Um carro em alta velocidade onde só é permitida 30Km/h atropelou Frida.

No meu desespero não consegui ver a placa, modelo do carro e nem quem estava dirigindo. Corri para próximo de Frida e ela estava chorando de dor. Tentei pega-lá no colo, sendo que a dor era tão grande que ela me mordeu. Gritei minha amiga que havia acabado de entrar e a pegamos. Ligamos para seu veterinário e pedimos orientação, pois ele mora muito longe e seu consultório não atende emergência. Fomos orientada a correr com ela para uma clínica que atendia 24 horas. Chamei minha outra amiga que tem carro e a levamos. Frida foi medicada de imediato e ficou em observação para ser feito os seguintes procedimentos. Com o coração na mão retornamos para casa e voltamos assim que o dia clareou.

Foram feitos os exames de raio-x, ultrassonografia para saber se estava tudo bem com seus órgãos. O veterinário nos chamou e nos deu uma notícia no qual não imaginávamos nunca receber. Frida havia perdido a dor profunda nas patas traseiras, sendo assim diagnosticada com paraplegia.

Atropelada, Frida, tão ativa, ficou paraplégica.

Nosso chão desabou porque tudo que Frida mais amava em fazer era correr. O atropelamento quebrou a coluna dela no meio, lesionando a T12-T13. Ela ficou internada por 7 dias. Cada dia que acordávamos e íamos a clínica era uma dor ver Frida deitada sem poder nem se quer se mexer. Ela não queria comer, usava sonda urinária pois não fazia xixi sozinha. Tinhamos medo de trazê-la para casa, pois não sabíamos como cuidar de Frida naquelas condições, medo de como locomovê-la.

Vencemos o medo e Frida voltou para casa e os primeiros dias e noites foram difíceis para Frida, pois chorava muito, não tinha posição para dormir…. Para qualidade de vida de Frida teríamos que fazer uma cirurgia para estabilizar sua coluna, até mesmo para que ela pudesse se arrastar. Procuramos um dos melhores médicos ortopedista e a levamos. O médico não nos deu muita esperança de que Frida poderia voltar a andar com a cirurgia, mas nossa fé sempre falou mais alto.

Frida foi operada e os primeiros dias da cirurgia tinha que ficar “imóvel” em cima de um colchão. Acordávamos cedo todos os dias e fazíamos sua assepsia e a colocávamos na porta para tomar um sol. Ao passar os dias a cirurgia foi cicatrizando e estávamos nos adaptando a rotina.

Aos poucos Frida e nós nos adaptamos à nova realidade da paraplegia.

Com o passar dos dias de tratamento de acupuntura e fisioterapia, houve uma boa evolução e Frida começou a ter controle em suas necessidades e aumentou a sensibilidade das patas traseiras.

Graças a Deus, mesmo com sua limitação Frida é uma cadela muito amada e feliz. Ela se adaptou bem à nova condição e nos mostrou que trazê-la de volta daquela clínica foi a melhor decisão. Ela é feliz e completa, mesmo paraplégica.

Frida perfeitamente adaptada e feliz. O preconceito está nos olhos de quem vê, não neles. Clique aqui pra ver a história dela!

No período em que Frida ficou internada pedimos uma corrente de oração em grupos do facebook e recemos muito carinhos, orações, mensagens positivas, conhecemos anjos que nos ajudaram muito. Hoje temos uma página no face para contar o dia-a-dia da Frida.

Olhem a Frida fazendo fisioterapia!

Cachorra paralítica é triste? Sofre? Coitadinha, né? Olhem como a Frida é feliz, como qualquer cadela, apenas diferente.

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