Já se perguntou por que o Brasil tem tanto cão e gato na rua? A culpa é NOSSA! Veja a pesquisa e choque-se também. Com essa pesquisa tenho a certeza que não não pertenço a esse planeta… Como podem????

Por que há tantos animais abandonados no Brasil?

Por que há tantos animais abandonados no Brasil?

O IBGE estima que haja ao menos um cão em 30 milhões de domicílios no país, ou 44,3% do total. Há no país 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos domésticos. Essas duas populações vêm se expandindo – a dos cães, cerca de 6% ao ano, e a dos gatos, cerca de 12% ao ano, segundo dois estudos feitos em 2001 e 2009, sob orientação de Ricardo Dias, professor na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP). Ele também colaborou com a pesquisa Paixão por bichos de estimação. Amparado nos dados da nova pesquisa, Dias faz um alerta. “Os sinais são preocupantes. Mostram que o brasileiro procura animal de estimação baseado em modismos de raça e tem baixa propensão a tentar manter o animal, diante de mudanças no estilo de vida”, afirma.

Também é razoável supor que parte das pessoas que abandonam um bicho de estimação fez uma tentativa honesta. Parte dessas pessoas começou a se relacionar com o animal por meio de uma iniciativa correta – a adoção. Quem adota um animal e tenta cuidar dele, mas se vê forçado a abandoná-lo por motivos de força maior, fez um esforço para diminuir o problema e não o tornou pior do que já era. Outra parte, ainda, é obrigada a se separar do animal mas consegue entregá-lo a uma nova família, que cuidará bem dele. O número crescente de animais abandonados nas cidades brasileiras, porém, indica que muita gente não se enquadra nesses casos benignos.

A seguir, os três comportamentos preocupantes do brasileiro ao lidar com animais domésticos.

SOMOS PROPENSOS A ABANDONAR NOSSOS PETS

Apenas 41% dos tutores afirmam que levarão o animal consigo, caso tenham de se mudar. Isso significa que seis em cada dez acham duvidoso que consigam fazer isso. “Existem alguns motivos compreensíveis para deixar um animal”, afirma Dias, da USP. “É o que acontece com quem se vê obrigado a se mudar de um imóvel maior para um menor, ou de uma casa para um apartamento”. Mas a pergunta apresentada na pesquisa não incluía esse tipo de circunstância forçada.

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Sim, nós abandonamos nossos pets

Entre os brasileiros que já tiveram um cão ou gato e não têm mais, 14% justificam a separação alegando mudança de residência. Parte dessas famílias certamente não teve alternativa, como mencionado no tópico anterior. Pelos dados de abandono, porém, grande parte poderia planejar a mudança junto com o animal, e não o fez. E outros 14% explicam a separação com motivos que poderiam ter sido evitados com algum planejamento (leia os detalhes abaixo em cor-de-laranja estão os motivos questionáveis para justificar a separação do animal). As pequenas parcelas de participantes que deram as respostas indicadas em laranja abaixo ajudam a piorar significativamente o problema, porque as porcentagens se aplicam sobre os milhões de domicílios que escolhem ter animais. Entre os que já tiveram cães e gatos e não têm mais, 67% responderam que ele morreu, 5%, que foi envenenado, e 2% que foi roubado. Esses motivos estão em cinza.

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Atualmente, a castração de machos e fêmeas pode ser feita sem dor e sem alteração do comportamento natural dos animais. Há ONGs e escolas de veterinária que prestam o serviço gratuitamente. Restam poucas justificativas para que muitos tutores ainda permitam a proliferação descontrolada de animais. Cerca de 42% dos tutores de cães e gatos no Brasil não os castram.

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Gata de rua. Um quinto dos tutores de gatos machos no Brasil afirmam não castrar os animais e sua população cresce muito mais rapidamente que a de cães.

Gata de rua. Um quinto dos tutores de gatos machos no Brasil afirmam não castrar os animais e sua população cresce muito mais rapidamente que a de cães.

 

A pesquisa foi feita pelo Ibope e pelo Instituto Waltham em 2015. Incluiu 13 grupos de discussão em São Paulo, Recife e Porto Alegre, e 900 entrevistas com homens e mulheres a partir de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal. Os 900 entrevistados se dividiam em três grupos de 300 participantes cada um: tutores de cães, tutores de gatos e não possuidores de bicho de estimação, mas com intenção de ter um.

Fonte: Época