Quando estiver pensando em desistir, leia a matéria da Pantera. Essa cachorrinha que teve sua foto viralizada mas poucos conhecem sua história. Consegue ser mais linda que o viral!

 

Quem nos contou essa história foi a Amanda, a mamãe da Pantera. Amanda participa de um grupo de cães de raça na internet. Um dia uma pessoa postou a foto de uma cachorrinha filhote abandonada, pedindo ajuda para o resgate. A foto era seguinte:

Você também não tentaria ajudar essa princesa?

Você também não tentaria ajudar essa princesa?

Ao final do dia Amanda entrou em contato com quem postou a foto perguntando notícias. A cadelinha tinha sido resgatada, estava em uma clínica mas que não poderia passar a noite naquela clínica e ninguém poderia pegá-la e dar lar temporário para ela. Amanda conversou com sua noiva e ambas resolveram, então, ir a tal clínica. Chegando lá, receberam a cadelinha com uma tala patinha e um curativo que pegava a barriguinha também.

Chegou assim em casa.

Chegou assim em casa.

No dia seguinte Amanda levou a cadelinha para uma veterinária de confiança. Lá, tirando o curativo viram que a barriga estava cheia de larvas, a famosa “bicheira” e que mais um dia a cachorrinha estaria morta. Mas não pára por aí… Ela apresentava coágulos na bexiga, um pedaço do rim necrosado, o, quatro ossos quebrados e a bacia deslocada.

Ela ficou internada. Logo as tutoras conseguiram transferência para o hospital universitário, com preços mais acessíveis, pois sabiam que o tratamento seria looooongo! Lá, Pantera mesmo profundamente anêmica, precisou fazer cirurgia por causa da fratura na pata. Embora o risco pelo quadro clínico dela fosse alto, ou esperava a pata necrosar e amputar emergencialmente ou operava naquele momento para tentar corrigir a pata enquanto ainda havia tempo.

Internada, mesmo muito doente, precisou operar a pata.

Internada, mesmo muito doente, precisou operar a pata.

Após duas horas da cirurgia, com os pinos externos já colocados na pata pela fratura de fêmur, Panterinha teve uma parada cardio-respiratória. Todos os procedimentos foram feitos mas após a estabilização, nova parada cardio-respiratória!!!!!!!!

Mas Pantera voltou! Voltou a respirar. Mas ela poderia ter sequelas por causa das paradas respiratórias. Sequelas das mais diversas desde cegueira, falta de equilíbrio, mudanças de temperamento, até paraplegia.

Pantera não acordou da cirurgia. Entrou em coma. Não se sabia quanto tempo ela ficaria e se acordaria novamente. Ela poderia ficar em coma por dias, semanas, meses… E se voltasse do coma, as sequelas das paradas respitarórias seriam terríveis. A probabilidade de Panterinha ter sequelas ou não acordar eram de 94%. A eutanásia com certeza seria uma opção. Mas as tutoras da Pantera não autorizaram. Se Pantera lutou tão bravamente ao abandono, doenças, fraturas, não seriam elas a desisterem e autorizarem a eutanásia.

Lembram dos 94%? Pois bem! Aqui no site falamos sempre que ainda bem que animais não sabem contar! Porque Pantera acordou após quatro horas de coma. E aparentemente sem sequela alguma!

Recuperação da pata da Pantera após uma cirurgia com duas paradas cardio-respiratórias e coma!

Recuperação da pata da Pantera após uma cirurgia com duas paradas cardio-respiratórias e coma!

Se recuperando da cirurgia.

Se recuperando da cirurgia.

Pantera não ficou com sequela alguma! Recuperou os movimentos das patinhas e hoje ninguém diz que ela passou por tudo isso quando filhote. É uma cachorra brincalhona, esperta, que adora fazer arte com os irmãos e ama muito as mães.

Há algum tempo atrás a foto de capa da nossa matéria, da Pantera filhote de fraldas e gesso na pata viralizou. Em uma só publicação obteve quase um milhão de likes milhares de compartilhamentos. Mas poucos foram os que deram créditos à imagem, muito menos contaram a história incrível da Pantera.

Quer ver como Pantera está hoje????Ela tem insta! Siga ela! Veja como ela está uma serelepe safada no vídeo que preparamos!

A Amanda pediu para agradecer:

“Gostaríamos de agradecer a Carol Castro, que achou essa princesa na rua e chamou uma ONG ao invés de ignorar, como muitas pessoas fariam, a Veterinaria Larissa Moita, Jessica Araujo, Ana Rosa, Alair e aos outros integrantes dessa equipe excelente da UFBA, que nãos desistiu dela nem nos momentos mais difíceis! Assim como Jamile Barros , Carolina Cendon e toda a equipe do Recanto Animal. Além de todas as pessoas que ajudaram com doações, orações e energias positivas”

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