Relato de Marília Moraes sobre Silveirinha, o dach que por hérnia ficou paralítico, passou por muitos desafios mas sua dona não desistiu dele! Veja o video ao final. Emocione-se!

Silveirinha sempre foi um cãozinho muito ativo. Então, em um dia ensolarado de março de 2014 notei que ele estava quietinho, quase não brincava com os outros cachorros. As horas foram passando e ele passou a apresentar certa dificuldade para apoiar as patas traseiras, estava visivelmente abatido e não encontrava uma posição confortável para se acomodar.

Às 22 horas levei-o a uma clínica veterinária 24 horas e então, após uma série de exames, foi dado o diagnóstico: hérnia de disco entre a 3ª e 4ª vértebra lombar. Deixei-0 na clínica para iniciar a medicação e fui para casa aos prantos. Fiz pesquisas na internet sobre a doença e o meu pavor aumentava a cada artigo lido sobre o tema.

Silveirinha, outrora tão ativo, agora abatido, triste e sem andar. Como seria?

Silveirinha, outrora tão ativo, agora abatido, triste e sem andar. Como seria?

Após uma semana de internação ele retornou para casa e o tratamento iniciou: repouso, medicação e acupuntura. Dois meses depois ele já estava dando os primeiros passos. O tempo foi passando e a recuperação estava excelente. Porém, em outubro de 2014 ele levantou da caminha com muita dificuldade. Olhava para mim com aquele olhar pidão, pedindo ajuda. Imediatamente fomos ao Hospital Veterinário onde foram realizados novos exames. Com o diagnóstico, marcamos a cirurgia para descompressão da medula para o dia seguinte.

Não consegui dormir sequer um segundo naquela noite: o medo da anestesia me atormentava. No dia seguinte entreguei meu “filho” nas mãos do neurologista e pedi aos céus que eu pudesse buscar meu cãozinho com vida após a cirurgia. Quando retornou para casa, ainda sem andar apoiado sobre as quatro patas, iniciamos as adaptações na nossa casa e em nossa rotina: mudança no piso de casa para que ele não se machucasse ao se arrastar, fraldas, medicamentos, idas até o hospital para a fisioterapia, muuuita pomada para assaduras, castração. Com a compra da cadeirinha as coisas ficaram mais fáceis , ele já podia correr pelo pátio sem se machucar.

Silveirinha fazendo acupuntura.

Silveirinha fazendo acupuntura.

Tratamento e adaptações da casa para a nova realidade do Silveirinha

Tratamento e adaptações da casa para a nova realidade do Silveirinha

Então, quando tudo parecia estar encaminhado e adaptado, ele passou a morder as patas traseiras, a ponto de abrir feridas enormes. Nesse momento muitas pessoas e veterinários me orientaram a desistir… Mas como eu poderia desistir de um cãozinho que sempre mostrou tanta garra para viver e, principalmente, era feliz e ativo, mesmo com sua limitação?

Como desistir desse figurinha?

Como desistir desse figurinha?

Acredito que Deus sempre envia anjos em nosso caminho e, com os conselhos de um deles, seguimos em frente…. As feridas cicatrizaram (com curativos com açúcar cristal) e o Silveirinha voltou a ser o Sil de sempre: espoleta e arteiro.

Até hoje Silveirinha continua fazendo sessões de fisioterapia e acupuntura, além de exercícios diários para fortalecimento dos músculos e já consegue apoiar-se nas patas traseiras, embora ainda não consiga andar. Olhando para trás tenho a convicção de que fiz a escolha certa e não há um só dia que ele não retribua todo esse amor!

Parabéns por não desistir desse guerreiro, Marília! Passamos por um caso semelhante contado em meupetespecial.com.br/petit . Passamos pelo mesmo desespero inicial que você e, acredito que hoje você analisando, se alguém que já tivesse passado por isso falasse pra você  que é possível, que dá certo, que ele pode ser feliz, na época que todos falavam para desistir… você teria passado por isso tudo com bem menos sofrimento né? Pois é! Fizemos essa página por isso! Porque nós também passamos por isso e sentimos falta de alguém falando que ele pode ser feliz sendo paralítico.